segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Esporte violento x violência no esporte







O UFC 140 foi pura carnificina. Quem assistiu e gostou do que aconteceu tem sérios problemas relacionados à humanidade, e são provavelmente a favor da pena de morte, aborto, etc.

Entretanto, se você teve medo ou ficou indignado com tanta violência, bem vindo ao clube!

Nada contra o esporte, quando é esporte. Comecei assistir o Canal Combate há um ano. Sempre acompanho os eventos e o desempenho dos lutadores, principalmente os brasileiros. É muito dificil ficar indiferente quando algum perde, mas sempre reconheço a superioridade dos adversários.
Mas o que ocorreu no último sábado não teve nada haver com superioridade ou preparação física. Entendo que foi pura maldade, em dose dupla.

É do conhecimento de todos que acompanham o esporte que Frank Mir e Jonh Jones não são tão esportivos quanto são "diabólicos". Mas chegaram ao limite no sábado.

Mir quebrou, literalmente, o braço direito de Minotauro e Lyoto Machida desmaiou, literalmente, enquanto estava sendo estrangulado por Jones. Nesse esporte não há espaço para metáforas.
Os partidários da conduta "matar ou morrer" dizem sempre que a culpa é do adversário "que deveria ter se rendido". Concordo, mas não justifica tamanha brutalidade numa finalização.

Muito bom se vangloriar por ter quebrado o braço de alguém ou ter "apagado" alguém, mas diante da audiência principal, jovens entre 15 à 30 anos de idade, não é um bom exemplo de conduta esportiva.
Na verdade, é um ótimo exemplo de conduta antiesportiva, que anseia por violência, sangue e morte, diferente do que o esporte prega: união, disciplina e paz.
O MMA é um esporte violento por natureza, sem dúvida. Assim como o boxe, karatê, jiu jitsu, até mesmo o rugby, o futebol americano, etc.
Mas há uma grande diferença entre esporte violento e violência no esporte.

Exemplo, socar o boxeador adversário com a luva, permitido! Ele está com a luva, pode socar também. Arrancar a orelha com os dentes, proibido!
Foi exatamente o que aconteceu no sabado: Imobilizar o adversário, permitido! Quebrar o braço do adversário ou estragula-lo, desnecessariamente, pois em ambos os casos ele já estava imobilizado, PROIBIDO!

Acho que alguns limites devem ser impostos nesse aspecto, até porque as regras do MMA não são imutáveis, sofrendo restrições ao longo dos anos. Antes o que era chamado de VALE-TUDO, não é mais conhecido assim, pois não vale tudo, vale "quase" tudo.

Quanto ao arbitros, pecam pela falta de atenção. Atendem aos gritos do público e esquecem de quem realmente precisa ser ouvido ou observado.
Tanto Lyoto quanto Minotauro deram sinais que não podiam mais competir, mas foi preciso chegaram as vias de fato para o árbitro paralizar a luta, como se o vencedor só fosse constatado quando o adversário estivesse prester a morrer ou perder um membro. Pura barbaridade! Lembrei do Gladiador.

Enfim, as artes marciais devem ser tratadas como esporte quando são transmitidas para milhares de espectadores. Se tratadas como esportes, devem pregar os mesmos preceitos que qualquer outro esporte. Ultrapassar essa linha, significa penalidade máxima, para dar o exemplo de que excessos de maldade não devem ser tolerados, muito menos ovacionados.
Tal conduta pode ter um efeito desastroso na formação de uma sociedade pacífica e humanitária.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dietas...tudo tem um começo.

No dia mundial da dieta, segunda-feira, venho acrescentar que vou entrar para esse time. Depois de assistir há tres domingos os sacrifícios sofridos pelos apresentadores Zeca Camargo e Renata Ceribelli no quadro do Fantástico "Medida Certa", eu decidir encarar o desafio.

Tenho 1,67m de altura, 66kg segundo a última pesagem. Imagino que meu peso ideal seja uns 57kg. Pelo menos gostava quando pesava assim. Estava satisfesta com meu peso e minha aparência. Boa auto-estima e mais animada para fazer tudo.
Acredito que esse seja o principal ponto de partida para qualquer mudança: buscar satisfação pessoal, pois independente se a pessoa é cheinha ou magrinha, ela tem que está bem consigo mesma.
No meu caso, reclamo do meu peso há anos. Parei de fumar há 2 anos e meio e a partir daí, como já era de se esperar, engordei uns 5kg e nunca mais conseguir perder. Agradeço por ter me livrado completamente do vício, mas agora quero me livrar desses quilos que ganhei e dos outros anteriores, que adquirir depois de anos de lanches, doces, cerveja, sedentarismo e os inevitáveis assaltos noturnos na geladeira.
Resumindo, 9kg sobrando na silhueta. Muito dificil? Lógico! Por isso chamo "DESAFIO dos 9".
Não tenho pressa, apesar de querer perder o mais rapido possivel. No entanto, da saúde e disposição, eu não abro mão. Por isso quero vestir a camisa do "devagar e sempre".
Hoje fui às compras, mas não para comprar doces e massas como sempre. Incluir no carrinho barras de cereal, arroz integral, ingrediente pra salada, margarina light, gelatina diet, cereal matinal, leite de soja, bolachas salgadas de baixa caloria e peito de frango. Não posso comprar tudo pra uma dieta ideal de uma vez, por isso comecei com um pouco de cada.
Vamos ver no que vai dar! No final da noite eu posto novamente para relatar o meu comportamento durante a pior hora do dia para beliscar, entre as 19h00 e 23h00.
Meu objetivo postando isso é manter o controle e buscar apoio, além de demonstrar que dieta é difícil para todos, mas não impossível para ninguém.
Espero que dê certo. A primeira vez, quando parei de fumar, o blog "eu vou parar de fumar" me ajudou muito. Por isso, repito a dose.

quarta-feira, 16 de março de 2011

127 horas, impossível não blogar a respeito

Minhas expectativas para assistir a esse filme eram enormes. Todas superadas!

Achava que o ponto alto era a auto-amputação. Não me enganei! Me enganei apenas em achar que o filme tinha apenas “um” ponto alto, como a maioria.

Imagina o estereotipo: quase 30, jovem, espírito aventureiro, atraente, orgulhoso, com medo de se envolver para não perder a liberdade que tanto ama. Afasta pais, irmã, amigos e pretensas namoradas, pois não tem medo de ficar só. Até a solidão o encurralar.

Ele pode ter perdido metade do braço, mas ganhou bastante vida.

Segundo nosso ilustre poeta “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há”. (R. Russo – Pais e filhos)

Amamos tanto os nossos próximos que achamos desnecessário dizer isso todo dia, ou todo mês, ou todo ano. Em datas especiais essas palavras soam com mais facilidade, Natal, Ano Novo, Aniversários. São apenas 03 datas por ano. Calculando: 365 -3 = 362. 362 dias sem dizer “eu te amo, papai”... “eu te amo, mamãe” ... “eu te amo, mano”.

Incrível?? Mais incrível é como podemos nos arrepender de não ter exercido essa frase mais vezes. Um ponto altíssimo do filme, quase o próprio Everest.

A dor do personagem que espelha a dor do próprio Aron por não ter respondido às inúmeras ligações de sua família (por não achar mais importante do que o mapeamento do território que ia desbravar), força uma reflexão sobre como conduzimos a nossa vida.

Afastamos as pessoas que mais amamos por ter quase certeza que, por mais negligentes que somos, elas nunca vão nos abandonar. Engano seu! Palmas para o filme novamente!

A vontade de ficar só o empurrou para a solidão, que quase o leva a morte. Quando não há mais esperanças de resgate ele percebe que a única coisa que pode tira-lo de lá é o amor, a esperança de ver todos que ele sempre amou, mas nunca demonstrou com tanto empenho.

Enfim, vale a pena assistir ao filme, e refletir a respeito.

Se faria o mesmo que ele?? Não sei. Mas tenho certeza que não ia desistir de ver meus pais tão fácil. Um braço parece um preço bem alto, mas existem coisas que não tem preço, assim como um celular com GPS/Localizador e um aviso no email.

Um minuto, preciso de uma heineken, a única da geladeira, está lá há exatos 09 dias, acho que estava esperando por essa noite.

Creio que já expressei o que estava tentando dizer. Enquanto o computador liga, as idéias soam numa velocidade incrível, mas vão minando conforme o contexto. Preciso de um gravador.

Boa noite!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

De dentro para fora, não de fora para dentro.

O que faz de você um bom profissional? O que faz de você um bom companheiro (a)?

Ser bom profissional significa que você faz o que gosta, e, simultaneamente, faz exatamente o que as pessoas esperam que você faça.

Ser bom companheiro significa que você faz o que você gosta, e, simultaneamente, faz exatamente o que seu companheiro (a) espera que você faça.

Não há grandes distâncias entre o bom relacionamento profissional e pessoal.

Ambos necessitam de dedicação, cuidado, atenção, respeito e, principalmente, amor.

Às vezes é complicado, difícil, quase impossível. Mas a força que o amor fornece, sem qualquer ressalva, ajudar a solucionar problemas e apaziguar a situação.

Mas como quase tudo na vida, o amor começa de dentro para fora. Inserir um amor de fora para dentro é possível, mas não é natural, nem duradouro.

O amor pelo trabalho e amor pelo companheiro (a) são idênticos nesse sentido.

Se imposto por fora, podemos tentar, forçar, mas no fundo, algo não encaixa, ou para os mais novos, “não bate”.

Mudar o rumo, os planos, a vida, pode ser bem difícil, mas não é impossível.

Ainda tem a questão da dúvida: mas se não quero isso, o que eu quero?? Será que quero alguma coisa??

Enfim, para responder essas perguntas só a um jeito, lógico, simples, econômico: olhar de dentro para fora, não de fora para dentro.

Somos acostumados desde criança que um bom partido e um bom emprego são oportunidades imperdíveis.

Mas não ensinam que nós é quem devemos ser um “bom partido” e nós é que fazemos o “bom emprego”.

Existe um provérbio chinês que diz : “antes de começa a mudar o mundo, mude primeiro a sua casa”. Certíssimo!!

Sempre de dentro para fora, nunca de fora para dentro.

A mudança começa dentro de você.

Boa noite